sexta-feira, 4 de março de 2011
Redenção
Determinação
sábado, 19 de fevereiro de 2011
AVISO
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
O viajante
Viajante de emoções
Busca na mudança a permanência
Na caoticidade acha sua realidade
E apenas para lá converge suas emoções
Entretanto seus laços tornam-se frágeis
Simplórios feixes de papel,
Laços usuais;
Laços virtuais.
O dia
Dia miserável
Vórtice angustioso
Sinto-o ao teu redor lâminas giratórias cortam-te
Até mesmo tua alma despedaça-se
Estilhaços cortam o céu
Façam seus pedidos as estrelas
Estilhaços atritados;
Estilhaços chamuscados;
Porém, tema-os ao mesmo tempo
Não deixe-os transpasar-te
Pois tua alma deixará de existir.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Ventos de Agonia
Voluptuosa ventania entre meus cabelos
Ondulação agradável
Solto um riso surdo
Chega a ser irônico...
Um riso pela dor
Tudo planejado e aguardado
A ventania traz cheiro de carne queimada
Mas eu já esperava isso
Esse é o custo...
Dor, submissão e sofrimento.
Para só então alcançar o jubilo.
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Criatura de negra lembrança
Gozo dos amaldiçoados
Em sua infindável dança
Seres do inferno, multilados
Sofra com a eterna dor que te aflige
Flagelo dos justos e certos
Mesmo no esquecimento, porque nos atinge
Erros cometidos na matina
Sempre a assombrar-nos
E eternamente a pergunta.
O Adeus
Assim para sempre digo adeus
Para sempre saudades sentirei
Você que eu vi desabrochar
Serena e cândida rosa
Por bondade abriste mão
Dos cruéis espinhos de teu corpo
E assim vulnerável viveu
Até conhecer-me
Vil criatura das sombras
Desalmado e assombrado ser
Retalhei tua doce inocência e parti
Agora te encontro diferente
Uma mulher com um olhar corrompido
Carne que guarda marcas do passado
Noto em teu corpo, outrora liso, espinhos
Os quais você tanto tentara evitar
Não encontro mais ternura em teu olhar
Apenas vejo olhos, como tantos outros
E acabo por me arrepender
Vejo em minhas mãos o sangue
Sangue de tua pureza
Assim sigo por esta estrada
A estrada dos assassinos.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Reencontro
Ergam-se espíritos decadentes
Pois ele retornou
Sua horda maligna ceifa os remanescentes
Verdadeiro flagelo dos vivos
Nem uma nótula será ouvida!
Ele se aproxima em seu Landau negro
E eu, pobre ser lábil a observar
Ouço lamúrias ao meu redor
Pobres láparos amaldiçoados
Sinto uma estranha ledice a me envolver
Todos já se foram...
Me encontro frente ao Landau dele
Não há mais vida...
Caminho em sua direção
Cadáveres para todos os lados...
Sinto uma antiga sensação
Corpos estripados aos meus pés...
A sensação de reencontrar meu povo.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Solidão
Apenas espera a morte
Certo de que sua existência se apagará
Olha para traz e vê apenas cometas
Rápidos e passageiros
Infeliz por ser esquecido nas trevas
Escuridão fria e envolvente
Apenas um momento
Apenas mais um lugar
Apenas mais uma pessoa.
Intragavel Alma
Bebeste minha essência
E agora devolve-me em golfadas de sangue
Não suportas-te o que eu era, o que eu sou
Tu não podia esperar tal coisa
Obscena alma
Mergulhada em veneno e trevas
Impossível de ser tragada.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Mugin
Almas que se movem
Vem e vão, em um ritmar constante
Eu apenas vejo o pulsar de suas emoções
Vejo cores do que sentem
Surpreendo-me com algum poucos,
Alguns sem cor alguma
Outros uma profusão de cores e texturas
Apenas posso observá-los
Não posso tocá-los
Não posso falar-lhes
Sou apenas um observador
Sou apenas a memória de Odin
Chuva de sangue
Chuva de sangue que já passou
Herdamos de nossos ancestrais o desejo
Desejo de recomeçar esta chuva
Sangue que jorra dos inocentes
Capaz de turvar as águas do oceano
Guerras, rebeliões e destruição
Pungi a alma de todos com dor
Porém, tentamos prolongá-la
Por quê?
Porque não se finaliza o eterno tormento
Tormento das almas que velam nas trevas
E cada vez mais sente-se ele espalhar-se
Mesmo assim continuamos rumo ao caos
Sim o desejo da morte nos impregna
O cheiro cadavérico de nosso espírito
E nunca melhoramos
Como se a guerra fosse uma doença
Uma doença que jorra sanngue.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Olhar Lacerante
Olha-me com olhos cor de zinco
Secando-me de toda a castidade
Sinto-me despida e sem pudor
Mesmo assim quero-te
Desejo teu corpo, tua carne atrai-me
Percebo um estranho magnetismo
Deixo-me levar por tudo isso
Minha doce pureza se estilhaça
Carne em chamas
Escarro de satanás sobre minha alma
Corrompe-a e queima-a
Vejo a necrose do mal espalhar-se
(Não reajo)
Luz que se vai encoberta pelas trevas
Sobra apenas opaco ser, sem vivacidade
Estério de sonhos,
Impuro de coração
Lamento, nas vozes dos espíritos
A captar a dor
Eterna e imortal dor.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Gloriosa Destruição
Vê ao longe raios e fogo
Apenas observa atônito
Sente o ar esquentar-se
Espera o fim da destruição
O caos propaga-se tão belo e rápido
Feliz vê a destruição
Um maléfico sorriso se projeta em sua boca
E feliz caminha em direção a área destruída
Apenas observa, feliz
Observa seu triunfo sua arte
Sua destruição!
A Verdade
Trevas, trevas que tentam controlar-me
Querem torna-me monstro
Fazer-me cometer vil ato
Todavia, anseia minha libertação
Será que o que parece trevas não é luz?
Luz que procura algo melhor
Algo digno de minha bondade
Será que é porque sou tão bom que sou tratado mal?
Ou será que sou realmente mau e sou tratado melhor que deveria?
Penso que sou bom,
Porém, posso estar me enganando
Enganado sobre minha própria realidade
Mas se sou tão mau...
Porque tento descobrir a verdade?
Ou será apenas um modo de disfarçar?
Disfarçar o quanto sou mau
Por favor, diga-me alguém...
Diga-me, eu sou bom ou mau?