Apenas espera a morte
Certo de que sua existência se apagará
Olha para traz e vê apenas cometas
Rápidos e passageiros
Infeliz por ser esquecido nas trevas
Escuridão fria e envolvente
Apenas um momento
Apenas mais um lugar
Apenas mais uma pessoa.
Apenas espera a morte
Certo de que sua existência se apagará
Olha para traz e vê apenas cometas
Rápidos e passageiros
Infeliz por ser esquecido nas trevas
Escuridão fria e envolvente
Apenas um momento
Apenas mais um lugar
Apenas mais uma pessoa.
Bebeste minha essência
E agora devolve-me em golfadas de sangue
Não suportas-te o que eu era, o que eu sou
Tu não podia esperar tal coisa
Obscena alma
Mergulhada em veneno e trevas
Impossível de ser tragada.
Almas que se movem
Vem e vão, em um ritmar constante
Eu apenas vejo o pulsar de suas emoções
Vejo cores do que sentem
Surpreendo-me com algum poucos,
Alguns sem cor alguma
Outros uma profusão de cores e texturas
Apenas posso observá-los
Não posso tocá-los
Não posso falar-lhes
Sou apenas um observador
Sou apenas a memória de Odin
Chuva de sangue que já passou
Herdamos de nossos ancestrais o desejo
Desejo de recomeçar esta chuva
Sangue que jorra dos inocentes
Capaz de turvar as águas do oceano
Guerras, rebeliões e destruição
Pungi a alma de todos com dor
Porém, tentamos prolongá-la
Por quê?
Porque não se finaliza o eterno tormento
Tormento das almas que velam nas trevas
E cada vez mais sente-se ele espalhar-se
Mesmo assim continuamos rumo ao caos
Sim o desejo da morte nos impregna
O cheiro cadavérico de nosso espírito
E nunca melhoramos
Como se a guerra fosse uma doença
Uma doença que jorra sanngue.
Olha-me com olhos cor de zinco
Secando-me de toda a castidade
Sinto-me despida e sem pudor
Mesmo assim quero-te
Desejo teu corpo, tua carne atrai-me
Percebo um estranho magnetismo
Deixo-me levar por tudo isso
Minha doce pureza se estilhaça
Carne em chamas
Escarro de satanás sobre minha alma
Corrompe-a e queima-a
Vejo a necrose do mal espalhar-se
(Não reajo)
Luz que se vai encoberta pelas trevas
Sobra apenas opaco ser, sem vivacidade
Estério de sonhos,
Impuro de coração
Lamento, nas vozes dos espíritos
A captar a dor
Eterna e imortal dor.
Vê ao longe raios e fogo
Apenas observa atônito
Sente o ar esquentar-se
Espera o fim da destruição
O caos propaga-se tão belo e rápido
Feliz vê a destruição
Um maléfico sorriso se projeta em sua boca
E feliz caminha em direção a área destruída
Apenas observa, feliz
Observa seu triunfo sua arte
Sua destruição!
Trevas, trevas que tentam controlar-me
Querem torna-me monstro
Fazer-me cometer vil ato
Todavia, anseia minha libertação
Será que o que parece trevas não é luz?
Luz que procura algo melhor
Algo digno de minha bondade
Será que é porque sou tão bom que sou tratado mal?
Ou será que sou realmente mau e sou tratado melhor que deveria?
Penso que sou bom,
Porém, posso estar me enganando
Enganado sobre minha própria realidade
Mas se sou tão mau...
Porque tento descobrir a verdade?
Ou será apenas um modo de disfarçar?
Disfarçar o quanto sou mau
Por favor, diga-me alguém...
Diga-me, eu sou bom ou mau?