sábado, 29 de janeiro de 2011

Solidão

Apenas espera a morte

Certo de que sua existência se apagará

Olha para traz e vê apenas cometas

Rápidos e passageiros

Infeliz por ser esquecido nas trevas

Escuridão fria e envolvente

Apenas um momento

Apenas mais um lugar

Apenas mais uma pessoa.

Intragavel Alma

Bebeste minha essência

E agora devolve-me em golfadas de sangue

Não suportas-te o que eu era, o que eu sou

Tu não podia esperar tal coisa

Obscena alma

Mergulhada em veneno e trevas

Impossível de ser tragada.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mugin

Almas que se movem

Vem e vão, em um ritmar constante

Eu apenas vejo o pulsar de suas emoções

Vejo cores do que sentem

Surpreendo-me com algum poucos,

Alguns sem cor alguma

Outros uma profusão de cores e texturas

Apenas posso observá-los

Não posso tocá-los

Não posso falar-lhes

Sou apenas um observador

Sou apenas a memória de Odin

Chuva de sangue

Chuva de sangue que já passou

Herdamos de nossos ancestrais o desejo

Desejo de recomeçar esta chuva

Sangue que jorra dos inocentes

Capaz de turvar as águas do oceano

Guerras, rebeliões e destruição

Pungi a alma de todos com dor

Porém, tentamos prolongá-la

Por quê?

Porque não se finaliza o eterno tormento

Tormento das almas que velam nas trevas

E cada vez mais sente-se ele espalhar-se

Mesmo assim continuamos rumo ao caos

Sim o desejo da morte nos impregna

O cheiro cadavérico de nosso espírito

E nunca melhoramos

Como se a guerra fosse uma doença

Uma doença que jorra sanngue.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Olhar Lacerante

Olha-me com olhos cor de zinco

Secando-me de toda a castidade

Sinto-me despida e sem pudor

Mesmo assim quero-te

Desejo teu corpo, tua carne atrai-me

Percebo um estranho magnetismo

Deixo-me levar por tudo isso

Minha doce pureza se estilhaça

Carne em chamas

Escarro de satanás sobre minha alma

Corrompe-a e queima-a

Vejo a necrose do mal espalhar-se

(Não reajo)

Luz que se vai encoberta pelas trevas

Sobra apenas opaco ser, sem vivacidade

Estério de sonhos,

Impuro de coração

Lamento, nas vozes dos espíritos

A captar a dor

Eterna e imortal dor.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Gloriosa Destruição

Vê ao longe raios e fogo

Apenas observa atônito

Sente o ar esquentar-se

Espera o fim da destruição

O caos propaga-se tão belo e rápido

Feliz vê a destruição

Um maléfico sorriso se projeta em sua boca

E feliz caminha em direção a área destruída

Apenas observa, feliz

Observa seu triunfo sua arte

Sua destruição!

A Verdade

Trevas, trevas que tentam controlar-me

Querem torna-me monstro

Fazer-me cometer vil ato

Todavia, anseia minha libertação

Será que o que parece trevas não é luz?

Luz que procura algo melhor

Algo digno de minha bondade

Será que é porque sou tão bom que sou tratado mal?

Ou será que sou realmente mau e sou tratado melhor que deveria?

Penso que sou bom,

Porém, posso estar me enganando

Enganado sobre minha própria realidade

Mas se sou tão mau...

Porque tento descobrir a verdade?

Ou será apenas um modo de disfarçar?

Disfarçar o quanto sou mau

Por favor, diga-me alguém...

Diga-me, eu sou bom ou mau?

A chuva

Desce como breu de minha alma
Gotículas de pura dor
Encara-me como se tivesse vida
Traz o fria para meu corpo
Vem apenas para encontrar-me na madrugada
Porém não permanece apenas olha-me
Rasga minha existência
Vem acabar com minha solidão
Porém tu partes mais uma vez e me deixas só