sábado, 19 de fevereiro de 2011
AVISO
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
O viajante
Viajante de emoções
Busca na mudança a permanência
Na caoticidade acha sua realidade
E apenas para lá converge suas emoções
Entretanto seus laços tornam-se frágeis
Simplórios feixes de papel,
Laços usuais;
Laços virtuais.
O dia
Dia miserável
Vórtice angustioso
Sinto-o ao teu redor lâminas giratórias cortam-te
Até mesmo tua alma despedaça-se
Estilhaços cortam o céu
Façam seus pedidos as estrelas
Estilhaços atritados;
Estilhaços chamuscados;
Porém, tema-os ao mesmo tempo
Não deixe-os transpasar-te
Pois tua alma deixará de existir.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Ventos de Agonia
Voluptuosa ventania entre meus cabelos
Ondulação agradável
Solto um riso surdo
Chega a ser irônico...
Um riso pela dor
Tudo planejado e aguardado
A ventania traz cheiro de carne queimada
Mas eu já esperava isso
Esse é o custo...
Dor, submissão e sofrimento.
Para só então alcançar o jubilo.
????????????
Criatura de negra lembrança
Gozo dos amaldiçoados
Em sua infindável dança
Seres do inferno, multilados
Sofra com a eterna dor que te aflige
Flagelo dos justos e certos
Mesmo no esquecimento, porque nos atinge
Erros cometidos na matina
Sempre a assombrar-nos
E eternamente a pergunta.
O Adeus
Assim para sempre digo adeus
Para sempre saudades sentirei
Você que eu vi desabrochar
Serena e cândida rosa
Por bondade abriste mão
Dos cruéis espinhos de teu corpo
E assim vulnerável viveu
Até conhecer-me
Vil criatura das sombras
Desalmado e assombrado ser
Retalhei tua doce inocência e parti
Agora te encontro diferente
Uma mulher com um olhar corrompido
Carne que guarda marcas do passado
Noto em teu corpo, outrora liso, espinhos
Os quais você tanto tentara evitar
Não encontro mais ternura em teu olhar
Apenas vejo olhos, como tantos outros
E acabo por me arrepender
Vejo em minhas mãos o sangue
Sangue de tua pureza
Assim sigo por esta estrada
A estrada dos assassinos.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Reencontro
Ergam-se espíritos decadentes
Pois ele retornou
Sua horda maligna ceifa os remanescentes
Verdadeiro flagelo dos vivos
Nem uma nótula será ouvida!
Ele se aproxima em seu Landau negro
E eu, pobre ser lábil a observar
Ouço lamúrias ao meu redor
Pobres láparos amaldiçoados
Sinto uma estranha ledice a me envolver
Todos já se foram...
Me encontro frente ao Landau dele
Não há mais vida...
Caminho em sua direção
Cadáveres para todos os lados...
Sinto uma antiga sensação
Corpos estripados aos meus pés...
A sensação de reencontrar meu povo.