Olha-me com olhos cor de zinco
Secando-me de toda a castidade
Sinto-me despida e sem pudor
Mesmo assim quero-te
Desejo teu corpo, tua carne atrai-me
Percebo um estranho magnetismo
Deixo-me levar por tudo isso
Minha doce pureza se estilhaça
Carne em chamas
Escarro de satanás sobre minha alma
Corrompe-a e queima-a
Vejo a necrose do mal espalhar-se
(Não reajo)
Luz que se vai encoberta pelas trevas
Sobra apenas opaco ser, sem vivacidade
Estério de sonhos,
Impuro de coração
Lamento, nas vozes dos espíritos
A captar a dor
Eterna e imortal dor.
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