Assim para sempre digo adeus
Para sempre saudades sentirei
Você que eu vi desabrochar
Serena e cândida rosa
Por bondade abriste mão
Dos cruéis espinhos de teu corpo
E assim vulnerável viveu
Até conhecer-me
Vil criatura das sombras
Desalmado e assombrado ser
Retalhei tua doce inocência e parti
Agora te encontro diferente
Uma mulher com um olhar corrompido
Carne que guarda marcas do passado
Noto em teu corpo, outrora liso, espinhos
Os quais você tanto tentara evitar
Não encontro mais ternura em teu olhar
Apenas vejo olhos, como tantos outros
E acabo por me arrepender
Vejo em minhas mãos o sangue
Sangue de tua pureza
Assim sigo por esta estrada
A estrada dos assassinos.
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